Doenças Causadas Pelo Ar (Para trabalho de escola ) 5 doenças causadas pelo ar


 
Doenças transmitidas pelo ar
O ar é muito importante para os seres vivos. Nele está o gás oxigênio, que é fundamental para a vida das pessoas e animais. Porém, traz consigo partículas de poeira, gases tóxicos e muitas doenças.
Ambientes mal circulados e a falta de higiene das pessoas são os principais agentes transmissores das doenças presentes no ar.
As bactérias podem transmitir doenças através do ar, como a tuberculose e a meningite. Há também a pneumonia, difteria e coqueluche.
 
As doenças causadas por vírus são as viroses. São evitadas, geralmente, com vacinas e através da boa alimentação. Podem ser: gripe, caxumba, poliomielite e o sarampo.
 
 
(1)   Tuberculose
 
É provocada pelo bacilo de Koch, que ataca o ser humano e também outros animais. É contagiosa e pode se manifestar em vários órgãos do corpo.
A mais comum é a tuberculose pulmonar. bacilo passa de pessoa para pessoa através da tosse, que vai para o ar e contamina outra pessoa. Ou também pelo contato com roupas, talheres e outros objetos contaminados, por isso a pessoa infectada deve usar tudo separado e bem esterilizado.
Seus sintomas só são percebidos meses depois da instalação da bactéria no organismo. É muito confundido com mal-estar. Ou um simples resfriado. Com o avanço da doença, iniciam-se as tosses com catarro, febre, palidez, falta de apetite, emagrecimento e consequentemente fraqueza geral.
Se não for tratada, pode causar lesões nos pulmões (no caso da tuberculose pulmonar) até a sua completa destruição.
Esta doença pode ser curada. Por meio de radiografias, é possível detectar a doença.
A prevenção é feita através da vacina BCG.
 
(2)   Meningite meningocócica
 
É uma doença que ataca as meninges, que são membranas que protegem o sistema nervoso central. É causado pela bactéria neisseria meningitidis. Seus sintomas são dor de cabeça muito forte, febre, vômitos e dor na nuca.
Deve ser combatida logo no seu estágio inicial.
A pessoa que contai esta doença deve ficar isolada e hospitalizada porque pode ser transmitida pelo ar para outras pessoas. 0 contágio se dá pelas vias respiratórias. A prevenção é feita por meio de vacinas.

     (3) Pneumonia:
É uma doença temida, que resulta de gripes e doenças antecessoras mal curadas. A Pneumonia ataca o pulmão, enchendo os brônquios com pus e causando falta de ar e desconforto.
Seus sintomas são febre alta, catarro com coloração escurecida.
A prevenção é simples, dieta saudável e vacina.
 
(4)   Coqueluche:
A Coqueluche é uma doença que foi controlada, mais voltou em grande número de casos.
 
Seus sintomas são: vômito, dor, falta de ar, sufocamento e grande prolongamento da tosse como antigamente era chamada "Tosse comprida".
Ela pode ser prevenida com vacina e também com distância dos contagiados, e é bem comum em pequenas crianças.
 
 
(5)   Gripe

É a virose mais comum. É contagiosa e provoca distúrbios no aparelho respiratório. Causam febre, mal-estar, dores de cabeça e nas costas. Se não for bem curada pode causar outras doenças mais graves como a pneumonia e a tuberculose.
Para combater a doença, devemos:
-                      repousar;
-                      beber líquidos e sucos com vitamina C para reforçar as defesas do corpo;
-                      usar lenço ao tossir ou espirrar para não contaminar outras pessoas.

Gripe H1N1
Hoje em dia, temos ouvido muito em rádios, na televisão, em sites o assunto da Gripe A, ou H1N1 que levantou em surto.
Esta doença é contagiosa, e têm sintomas semelhantes ao da gripe normal: febre repentina de 38 e 39 graus, dor na garganta, articulações ósseas, tosse e coriza.
0 infectado deve ser tratado logo que o vírus seja detectado, além de receber cuidados especiais e isolamento durante algum tempo.
Podemos prevenir a H1N1 por vacinas, hábitos simples de higiene como lavar bem as mãos, evitar locais aglomerados e fechados, 

Por que o dólar é referência monetária mundial?

Padrão-ouro
O século XIX e início do século XX foram marcados por uma economia regida com base na política do padrão-ouro, que prezava que o valor de cada moeda correspondia  a determinada medida de ouro - uma relação administrada pelo mercado e não pelos governos. O dólar, por exemplo, equivalia a 1/20 de uma onça-ouro.  
Essa política começou a entrar em declínio com a 1ª Guerra Mundial. Para que a guerra fosse financiada, os países europeus tiveram de aumentar a oferta de dinheiro em espécie, movimento que causou a inflação excessiva e a depreciação das moedas. 
Como as reservas de ouro de cada país não foram suficientes para atender a emissão desenfreada de dinheiro, os governos acabaram por abandonar o metal como meio de troca. 

Os EUA foram os únicos a se manterem fiéis ao sistema do padrão-ouro. Enquanto libras, marcos, francos e outras moedas européias depreciavam-se em relação ao lastro do metal,  desvalorizavam-se também em relação ao dólar.

Esse sistema econômico vigorou na economia norte-americana até o ano de 1934, quando é então abandonado por conta da Crise de 29. A decisão do governo americano representava uma tentativa de reavivar a economia e conseguir sair da depressão.
O caos econômico estava instaurado na Europa e nos Estados Unidos, que precisavam encontrar um sistema monetário internacional que fosse viável a todos.
A proposta que culminaria na solução foi apresentada apenas em 1944, durante a conferência de Bretton Woods. O acordo previa que os países da Europa Ocidental deveriam acumular dólares como reserva, enquanto os EUA guardariam reservas em ouro. Dessa forma, o dólar se transformou na principal moeda de troca para pagamentos internacionais.

Bretton Woods também marcou o início de uma era na qual os EUA firmaram-se como líderes econômicos e políticos de um mundo em vias de se dividir por conta da Guerra Fria.  Foi na ocasião desta convenção, atendida por  chefes de estado de 41 nações do mundo, que o país liderou a criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. 
"O acordo marca a transição de poder da hegemonia inglesa para a hegemonia norte-americana", diz Antonio Carlos dos Santos, coordenador do curso de economia e comércio internacional da PUC-Barueri.
Dólar no mundo
Segundo o professor, a força de expressividade de uma moeda é reflexo da importância política e econômica que o país emissor exerce no cenário mundial. O dólar é prova desta tese. Fora os EUA, existem mais seis nações que usam a moeda norte-americana como oficial: Timor Leste, Equador, El Salvador, Iraque, Palau e Panamá.
Isso acontece por conta do nível de degradação que as economias desses países atingiram. "O Estado abre mão da prerrogativa de emitir uma moeda nacional e perde a autonomia das políticas monetárias, pois o dólar é emitido pelos Estados Unidos", explica. 

E a hegemonia do dólar no cenário econômico mundial parece estar longe do fim. O dólar, apesar de todos os reveses financeiros enfrentados pelos EUA nos últimos três anos, se manteve todo o tempo como porto seguro dos investidores internacionais.
"A história mostrou a incrível capacidade de recuperação da economia norte-americana. Bancos Centrais do mundo vão continuar a aplicar suas reservas na aquisição de títulos da dívida pública dos EUA", diz Santos.
Na verdade, ao longo das últimas décadas o dólar e o sistema bancário dos Estados Unidos enfrentaram - e superaram - diversos reveses econômicos. Entre os períodos de baixa da moeda, estão a depressão econômica entre os anos de 1873 e 1907 e a crise de 1929, que assolou os Estados Unidos e levou à falência cerca de 10.000 bancos em menos de cinco anos. 
Moeda única
Apesar de a hegemonia americana ainda não ser contestada, basta que os EUA enfrentem alguma dificuldade financeira ou o dólar inicie um ciclo de desvalorização para que o debate sobre a criação de outra moeda para pagamentos internacionais volte à tona. 
Um dos principais defensores da criação de uma moeda única mundial é Robert Mundell, premiado com o Nobel de Economia em 1999 e considerado o pai do euro.

"Em teoria, é uma ótima idéia porque permite eliminar custos e facilita as transações entre diversos países. Uma só moeda corrente no mundo inteiro acabaria com a volatilidade", diz Santos, da PUC. Entre as possibilidades ele cita o dólar, o euro ou uma moeda emitida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ou pelo Banco Mundial.

Apesar das facilidades que uma moeda única traria para a economia global, as dificuldades que a Europa vêm enfrentando para consolidar o euro como moeda comum evidenciam que o mundo ainda precisa evoluir para que um acordo monetário mais amplo seja fechado.
"Se a própria Europa está com dificuldades para lidar com o euro, imagine o mundo inteiro utilizando apenas uma moeda", conclui Santos.


Ano bissexto. O que é e por que existe? -Por que existem anos bissextos?

Se queremos entender por que os anos bissextos existem, devem atentar para o movimento da Terra ao redor do Sol: nosso planeta gira 365,24219 vezes durante uma órbita completa ao redor do astro, de modo que um ano dura 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 56 segundos – e não simplesmente 365 dias.
O imperador romano Júlio César teve a ideia de criar o ano bissexto. Se a cada ano nós contássemos apenas os 365 dias, perderíamos quase seis horas anuais, as quais precisamos de alguma forma recuperar. Assim, durante três anos contamos os 365 dias, e no quarto – o ano bissexto – recuperamos o dia que falta, acrescentando este dia 29 a fevereiro.
O que aconteceria se não fizéssemos isso?
O ano bissexto tem uma boa explicação. Se não acrescentássemos um dia completo a cada quatro anos, as estações acabariam descompassadas do calendário, de tal maneira que, depois de 700 anos, no Hemisfério Sul o Natal cairia em pleno inverno, e no Hemisfério Norte seria o contrário.

Foi no ano 44 antes de Cristo, quando da adaptação ao calendário juliano – baseado no movimento solar –, que os anos passaram a ter 365 dias, divididos em 12 meses de 30 ou 31 dias, exceto fevereiro, com 28. Os romanos estavam cientes de que os 365 dias não eram um cálculo exato, por isso a cada quatro anos acrescentavam um dia a mais ao calendário. Posteriormente, no ano 1582, o calendário gregoriano (promovido pelo papa Gregório XIII) substituiu o juliano, ajustando um pouco mais a defasagem que ainda existia no calendário juliano e acrescentando exceções aos anos bissextos: não o serão os anos múltiplos de 100, salvo se forem também divisíveis por 400. Deste modo, os anos atualmente têm em média 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos. Apesar do ajuste feito, ainda há uma defasagem de alguns segundos – serão precisos transcorrer 3.200 anos para que um dia de desvio se acumule.


Resumo qual a importância da higiene corporal para nossa saúde

A Importância da Higiene
Hábitos de Higiene A higiene é a melhor arma para a manutenção da saúde.
Manter limpos nossos corpos e o ambiente em que vivemos é tarefa individual e indispensável.
Cada parte do nosso corpo tem características diferentes e precisa ser cuidada de uma maneira específica.
O BANHO
O banho diário é indispensável para eliminar as impurezas da pele, como também proporciona um ótimo relaxamento. Use bastante água, sabonete e uma boa esponja. Massageie todo o corpo; isso ajudará a limpeza, removerá as células mortas e ativará a circulação sanguínea, evitando problemas de pele como sarna e micoses. Seque bem todo o corpo.
Lave os cabelos com freqüência, observando suas características. Eles devem ser penteados diariamente e cortados periodicamente; isso ajudará no controle da queda, caspa, piolhos e seborréia.
Ao lavar o rosto, pela manhã, preste atenção se há secreção no canto interno dos olhos removendo-a com bastante água. Não esqueça de limpar as narinas, assoando-as devagar e cuidando para que fiquem desobstruídas. Após lavar as orelhas, cuidado: não use cotonetes em profundidade, você pode se machucar e até romper o tímpano. Seque delicadamente a parte externa.
A BOCA
A higiene da boca é outro aspecto importante. Os dentes devem ser escovados de manhã ao acordar, à noite antes de dormir e após cada refeição. O uso do fio dental também é recomendado. Com estes cuidados você manterá sempre um hálito agradável e um belo sorriso, evitando cáries e inflamações da gengiva. Dentes mal tratados podem afetar todo o organismo.
O SUOR A sudorese é um problema desagradável, por isso tenha bastante cuidado com suas axilas. Lave-as bem, seque-as e faça uso de desodorante. Se o odor permanecer peça orientação médica.
AS MÃOS As mãos, por estarem em contato com vários objetos, acabam acumulando muitos germes, por isso elas devem ser bem lavadas antes e depois de irmos ao banheiro, antes das refeições, sempre que pegarmos objetos sujos, ao chegarmos em casa ou no trabalho, antes de lidarmos com crianças, antes de manipularmos algum alimento. Isso evitará a propagação de inúmeras doenças.
O UMBIGO O umbigo é um orifício que deve ser cuidadosamente higienizado, pois poderá exalar mau odor. Lavar bem com água e sabonete e secar cuidadosamente.
A HIGIENE ÍNTIMA
A higiene íntima é uma das mais importantes na prevenção e combate às doenças. Tanto o homem como a mulher devem ter especial atenção com esta área do corpo.
Os órgãos genitais devem ser bem lavador, com sabonete e bastante água, pelo menos uma vez ao dia, durante o banho e após as relações sexuais.
A mulher deve dar ainda mais atenção a este aspecto pois seus órgãos genitais, por serem internos, são mais facilmente contaminados. Não é indicado o uso de ducha vaginal, pois provoca alterações na flora, cuja função é evitar a instalação de inflamações oportunistas, como os corrimentos. Na presença de alguma secreção de coloração ou cheiro diferente do habitual, procure orientação médica. No período menstrual devem ser duplicados os cuidados.
Recomenda-se não só a higiene local, como o uso de absorventes íntimos descartáveis,  que devem ser trocados várias vezes ao dia. Após o uso os absorventes devem ser embrulhados com cuidado e depositados no lixo. São recomendadas calcinhas claras e de algodão, que permitem melhor ventilação evitando alergias e irritações produzidas por outros materiais.
Os homens devem evitar cuecas apertadas. Recomenda-se as feitas de algodão.
Após o uso de camisinha, nas relações sexuais, ela deverá ser embrulhada e depositada no lixo. Nunca deverá ser reutilizada nem depositada no vaso sanitário.
A higiene do ânus, após cada evacuação, deve, preferencialmente, ser feita com uso de ducha, sabonete e toalha. Caso não seja possível recomenda-se o uso de papel higiênico, no sentido de frente para trás, pois evitará o contato das fezes com o aparelho urinário, prevenindo as infecções.
Após a utilização do papel, colocá-lo na lixeira ou no vaso sanitário. É importante lembrar de secar bem o pênis ou a vagina, após cada vez que urinar. Para isso pode ser utilizado papel higiênico.
É fundamental dar descarga no vaso sanitário a cada vez que ele é utilizado.
Evite o uso de assento de vasos sanitários em locais públicos, mas, se não for possível, forre com papel higiênico antes de usá-lo e cuide para que as secreções sejam depositadas em seu interior, nunca na tampa ou no chão.
OS PÉS E MÃOS
Não basta lavar bem os pés, é necessário secá-los, principalmente entre os dedos. Assim evita-se frieiras, micoses e mau odor.
As unhas dos pés e das mãos devem ser cortadas e limpas com freqüência, para combater o aumento e a transmissão de germes, evitando verminoses, contaminações e várias doenças. Evite andar descalço.
HÁBITOS GERAIS
Existem alguns hábitos de higiene que devem ser divulgados e preservados para a boa convivência. É o caso de, ao tossir ou espirrar, proteger a boca com as costas da mão, para evitar que os germes espelidos atinham outras pessoas ao redor. Na ocorrência de gripes ou resfriados é indicado o uso de lenços descartáveis.
A ALIMENTAÇÃO
Qualquer alimento requer cuidados especiais de higiene:
·         Lave as mãos antes de manipulá-los;
·         Proteja os alimentos de moscas e baratas;
·         Lave bem as frutas, verduras e legumes;
·         Filtre ou ferva e cubra a água para uso doméstico;
·         Cozinhe bem os alimentos.
Os utensílios da cozinha também devem ser muito bem limpos, pois eles estarão em contato direto com os alimentos. Em bares e lanchonetes, dê preferência aos utensílios descartáveis ou bem lavados, para evitar a propagação de doenças como a hepatite.
AMBIENTES E LOCAIS PÚBLICOS
Procure conservar sua casa e ambiente de trabalho arrumados e limpos, principalmente a cozinha e o banheiro.
Utilize saco plástico para o lixo mantendo-o em recipiente fechado, não esquecendo de amará-lo bem quando for descartado. Isso evitará a propagação de germes e insetos.
Não jogue papel ou objetos no chão, procure sempre uma lixeira para depositá-los.
Quando for a locais públicos como praças, praias e bosques, leve um saco para colocar seu lixo. Depois deposite-o em uma lixeira. Não pixe os muros, calçadas, ,bancos ou monumentos públicos.
ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
Os animais de estimação, se não forem devidamente tratados, podem ser agentes transmissores de doenças. Mantenha os seguintes cuidados:
·         Local separado e limpo para habitarem;
·         Manutenção da higiene;
·         Vacinação;
·         Recolha sempre as fezes e lave o local onde o animal urinou;
·         Evite seu contato direto com crianças.
Pêlos, pulgas, piolhos e secreções podem provocar alergias e transmitir moléstias graves. Ao levá-lo para passear, tenha sempre à mão jornal para recolher as fezes.
RESUMO DOS HÁBITOS DE HIGIENE
·         Tome banho diário
·         Escove os dentes ao acordar, deitar e após as refeições
·         Lave as frutas, legumes e verduras antes de consumi-las
·         Não jogue lixo no chão
·         Só beba água filtrada
·         Corte e limpe as unhas
·         Mantenha a higiene íntima
·         Lave sempre bem as mãos
·         Conserve limpos os locais públicos
·         Evite andar descalço

Calendários de vacinação 2016/2017 (infantil)


Calendário de Vacinação da Criança  


1. BCG ID: deverá ser aplicada, o mais precocemente possível, de
preferência ainda na maternidade, em recém-nascidos com peso maior
ou igual a 2.000 g. em caso de suspeita de imunodeficiência ou recém-
-nascidos cujas mães fizeram uso de biológicos durante a gestação,
consulte os Calendários de imunização SBIm pacientes especiais.

2. Hepatite B:
a) Aplicar a primeira dose nas primeiras 12 horas de vida. b) o esquema
de quatro doses pode ser adotado quando é utilizada uma vacina combina-
da que inclua a vacina hepatite B, ou seja, a primeira dose ao nascer mono-
valente e aos 2, 4 e 6 meses de idade com alguma das vacinas combinadas.
c) Se mãe HBsAg+, administrar vacina nas primeiras 12 horas de vida e HBIG
o mais precocemente possível (até sete dias após o parto).

3. tríplice bacteriana: o uso da vacina DTPa é preferível ao da
DTPw, pois os eventos adversos associados com sua administração são
menos frequentes e intensos. o segundo reforço, aos 10 anos de ida-
de, deve ser feito com a vacina tríplice acelular do tipo adulto (dTpa).

4. Hib: recomenda-se o reforço aos 15-18 meses, principalmente
quando forem utilizadas, na série básica, vacinas Hib nas combinações
com DTPa.

5. Poliomielite: recomenda-se que, idealmente, todas as doses se-
jam com a VIP. não utilizar VoP em crianças hospitalizadas e imuno-
deficientes.

6. Vacina rotavírus monovalente: duas doses, idealmente aos 2 e
4 meses de idade. Vacina rotavírus pentavalente: três doses, ideal-
mente aos 2, 4 e 6 meses de idade. Para ambas as vacinas, a primeira
dose pode ser feita a partir de 6 semanas de vida e no máximo até 3 me-
ses e 15 dias, e a última dose até 7 meses e 29 dias. o intervalo mínimo
entre as doses é de 30 dias. Se a criança cuspir, regurgitar ou vomitar
após a vacinação, não repetir a dose.

7. Pneumocócica conjugada: iniciar o mais precocemente possível
(no segundo mês de vida). As vacinas VPC10 e VPC13 são recomenda-
das para menores de 6 anos de idade. Crianças com risco aumentado
para doença pneumocócica invasiva devem receber a vacina VPC13 e a
vacina polissacarídica 23-valente (intervalo de dois meses entre elas).
Crianças de até 5 anos, com esquema completo de VPC10, podem se
beneficiar com uma dose adicional de VPC13 com o objetivo de ampliar a
proteção, respeitando o intervalo mínimo de dois meses da última dose.

8. meningocócica conjugada: em virtude da rápida redução dos
títulos de anticorpos protetores, reforços são necessários: entre 5 e 6
anos  (ou cinco anos após a última dose recebida depois dos 12 meses
de idade) e na adolescência.
No primeiro ano de vida, utilizar a vacina meningocócica C conjugada
(MenC). em crianças maiores de 1 ano, usar preferencialmente a vaci-
na meningocócica conjugada ACWY (MenACWY), na primovacinação ou
como reforço do esquema com MenC do primeiro ano de vida.
No Brasil, para crianças menores de 1 ano de idade, a única vacina licen-
ciada para uso é a vacina MenC; MenACWY-TT está licenciada a partir de
1 ano de idade e Men ACWY-CrM a partir de 2 anos de idade.

9. meningocócica B: crianças que iniciam esquema mais tarde:
a) entre 6 e 11 meses: duas doses com intervalo de dois meses e uma
dose de reforço no segundo ano de vida respeitando-se um intervalo
mínimo de dois meses da última dose. b) entre 12 meses e 10 anos: duas
doses com intervalo de dois meses


10. Influenza: é recomendada para todas as crianças a partir dos
6 meses de idade. Quando administrada pela primeira vez em crianças menores de 9 anos, aplicar duas doses com intervalo de 30 dias.
Crianças menores de 3 anos de idade recebem 0,25 mL por dose e as
maiores de 3 anos recebem 0,5 mL por dose. Desde que disponível, a
vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, por conferir maior
cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina
4V, utilizar a vacina 3V.

11. Febre amarela: recomendada para residentes ou viajantes para
áreas de vacinação (de acordo com classificação do MS e da oMS).
o PNI recomenda que crianças menores de 2 anos de idade não recebam as vacinas febre amarela e tríplice viral no mesmo dia. Nesses
casos, e sempre que possível, respeitar intervalo de 30 dias entre as
doses. Vacinar pelo menos dez dias antes da viagem. Contraindicada
para imunodeprimidos. Quando os riscos de adquirir a doença superam
os riscos potenciais da vacinação, o médico deve avaliar sua utilização.

12. Hepatite A: para crianças a partir de 12 meses de idade não vaci-
nadas para hepatite B no primeiro ano de vida, a vacina combinada he-
patites A e B na formulação adulto pode ser considerada para substituir
a vacinação isolada (A ou B) com esquema de duas doses (0 - 6 meses).

13. Sarampo, caxumba e rubéola: é considerada protegida
a criança que tenha recebido duas doses da vacina após 1 ano de
idade. em situação de risco para o sarampo – por exemplo, surto ou
exposição domiciliar – a primeira dose pode ser aplicada a partir de 6
meses de idade. nesses casos, a aplicação de mais duas doses após
a idade de 1 ano ainda será necessária. Veja considerações sobre o
uso da vacina quádrupla viral (SCrV) no item 15. Contraindicada para
imunodeprimidos.

14. Varicela: é considerada protegida a criança que tenha recebido
duas doses da vacina após 1 ano de idade. em situação de risco – por
exemplo, surto de varicela ou exposição domiciliar – a primeira dose pode
ser aplicada a partir de 9 meses de idade. Nesses casos, a aplicação de
mais duas doses após a idade de 1 ano ainda será necessária. Veja
considerações sobre o uso da vacina quádrupla viral (SCrV) no item 15.
Contraindicada para imunodeprimido.

15. Aos 12 meses na mesma visita, aplicar a primeira dose da triplice
viral e varicela em administrações separadas (SCr + V) ou com a vacina
quádrupla viral (SCrV). A segunda dose de tríplice viral e varicela, prefe-
rencialmente com vacina quádrupla viral, pode ser administrada a partir
dos 15 meses de idade, mantendo intervalo de três meses da dose ante-
rior de SCr, V ou SCrV.

16. HPV: duas vacinas estão disponíveis no Brasil: uma contendo VLPs
dos tipos 6, 11, 16 e 18, e outra contendo VLPs dos tipos 16 e 18. esque-
ma de doses: 0 - 1 a 2 - 6 meses. o PnI adotou esquema de vacinação
estendido: 0 - 6 - 60 meses, exclusivamente para meninas de até 13 anos.



Serie o impacto da internet na vida das pessoas

Internet destruiu mais empregos do que criou




   título original: Contra a internet

Álvaro Pereira Júnior, na Folha de S.Paulo
No auge, a Kodak empregava mais de 140 mil pessoas e valia cerca de R$ 50 bilhões. Quando o Instagram foi vendido por R$ 2 bilhões ao Facebook, ano passado, tinha só 13 funcionários.
Para Jaron Lanier (foto), um “insider” do Vale do Silício, esse exemplo resume tudo o que há de errado com a economia da rede. Sob a fachada de escolhas infinitas e liberdade total, esconde-se um modelo concentrador. “A internet destruiu mais empregos do que criou”, fulmina.


A tese está exposta no livro mais recente de Lanier, “Who Owns the Future?” (a quem pertence o futuro?), lançado em maio nos EUA e ainda inédito no Brasil. Não é pouco o barulho que causou.
Com seus longos dreadlocks e gosto por música da Antiguidade, Lanier passaria facilmente por mais um freak californiano adepto de ideias exóticas.


Na verdade, ele é um dos maiores expoentes da internet. Também foi um dos criadores da realidade virtual.
No Vale do Silício (região da Califórnia que concentra os gigantes da web), já fez de tudo. Hoje, trabalha em uma divisão de vanguarda na Microsoft, onde estuda, entre outras coisas, a construção de elevadores para o espaço.
A encrenca da internet, na visão de Lanier, vem do perfil de seus criadores, nos anos 70 e 80. Com bom humor, diz que eram de dois naipes: “Ou maconheiros liberais, ou conservadores do tipo que usam rádios da faixa do cidadão para monitorar a polícia e escapar dela”. Essas duas tribos, tão diferentes, coincidiam no seguinte: para ambas, “o anonimato era a coisa mais bacana”.


Assim, criou-se intencionalmente uma web em que as informações vão se dissipando, como partículas perdidas em um universo em expansão. Ninguém sabe o que veio de onde, nem quem criou o quê. E a informação circula gratuitamente, também porque é “cool”.
Bem, se ninguém quer pagar por nada on-line, é preciso criar um modo de fazer dinheiro. E aí, em busca de um caminho sustentável, a internet, tão “rebelde”, adotou o modelo de negócios mais tradicional: vender anúncios.


Nessa hora, ninguém pode com gigantes como Google e Facebook. Lanier os chama de “servidores-sereias”, pela capacidade irresistível de atrair usuários.
Quem vende o anúncio mais eficiente possível –e portanto pode cobrar muito por ele– é quem sabe tudo sobre seu usuário. Ou porque rastreia toda a atividade on-line, como o Google; ou porque usa as informações fornecidas, voluntária e gratuitamente, pelo “internauta”, como o Facebook.
Para processar essa quantidade colossal de dados, são necessários computadores muito poderosos. Que só portentos como Google, Facebook, Apple e Amazon podem comprar.


E assim se completa o modelo concentrador que Jaron Lanier combate. Bilhões de usuários fornecem informações e produzem conteúdo, sem cobrar, para os “servidores-sereias”. Estes têm uma capacidade de processamento única, e transformam essas informações em trunfos para vender anúncios. Anúncios que vão atingir as mesmas pessoas que estão trabalhando de graça sem perceber.
É um modelo de tudo para uns poucos, e nada para muitos. Não forma uma classe média –só magnatas e proletários. Por isso, na visão de Lanier, não vai se sustentar.


Como alternativa, o autor apresenta uma solução polêmica: os micropagamentos. E dá o exemplo dos programas de tradução automática, como o Google Translate e o velho BabelFish.
São serviços prodigiosos. Fornecem traduções imediatas em dezenas de idiomas, mesmo os mais obscuros. Só que não funcionam por milagre. São abastecidos por traduções reais, feitas por seres humanos em algum lugar do passado.


Quando você pergunta ao Google Translate como se diz “quero comer um bife com batata frita” em polonês, o que ele faz é consultar um número astronômico de traduções “humanas” em seu banco de dados, e deduzir a resposta. No caso, “Chc? zje?? stek z frytkami”.


Pelo modelo de Lanier, os seres humanos que, lá atrás, fizeram as traduções receberiam micropagamentos cada vez que seu trabalho fosse usado numa tradução on-line.
É um modelo complicado e utópico. Mesmo outros críticos da internet, como Evgeny Morozov, o atacaram violentamente (vale ler Morozov espinafrando Lanier: is.gd/EtiO2P).
Ainda que não se concorde com as propostas de Jaron Lanier, não dá para negar a clareza de suas análises. Que o livro saia logo no Brasil.